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Not�cia - 26/10/2026 - Reforma Tributária: o que as empresas de assistência técnica precisam organizar antes de 2027?
26/10/2026 - Reforma Tributária: o que as empresas de assistência técnica precisam organizar antes de 2027?
Tributação | Planejamento empresarial
A Reforma Tributária está avançando e as empresas de conservação e assistência técnica de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e similares precisam aproveitar os últimos meses de 2026 para revisar seus processos fiscais e preparar seus sistemas para as novas regras.
A partir de 2027, começa uma nova etapa da Reforma Tributária do Consumo, com a extinção do PIS e da Cofins e o início da cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Por isso, o planejamento deve começar antes da virada do ano, com atenção à emissão de notas fiscais, aos cadastros tributários e à integração entre a empresa e a contabilidade.
O objetivo é evitar improvisos, reduzir o risco de inconsistências fiscais e permitir que o empresário compreenda os possíveis reflexos das mudanças sobre os custos e a gestão do negócio.
O que muda com a chegada da CBS?
A CBS é um tributo federal criado pela Reforma Tributária para substituir o PIS e a Cofins. Ela faz parte de um novo modelo de tributação sobre o consumo, que também prevê o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência compartilhada entre estados e municípios.
O ano de 2026 foi destinado à fase inicial de adaptação e testes, com obrigações que variam conforme o enquadramento e as operações de cada contribuinte. Em 2027, começa uma nova etapa, com a cobrança da CBS e a extinção do PIS e da Cofins, conforme o cronograma legal.
Já a substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS ocorrerá entre 2029 e 2032, com previsão de implantação integral do novo modelo em 2033.
Essas mudanças exigem atenção não apenas ao cálculo dos tributos, mas também aos documentos fiscais, aos sistemas utilizados e aos procedimentos internos das empresas.
Por que a assistência técnica deve se preparar ainda em 2026?
Empresas de assistência técnica podem realizar diferentes operações no dia a dia: consertos, manutenção preventiva, substituição de componentes, venda de peças e atendimento em domicílio ou nas instalações dos clientes.
Cada operação precisa receber o tratamento fiscal adequado. Por isso, não basta aguardar uma atualização automática do sistema de emissão de notas fiscais. É importante verificar se os cadastros, os códigos fiscais e as configurações estão corretos para as atividades efetivamente realizadas pela empresa.
A preparação antecipada também ajuda a identificar possíveis necessidades de treinamento, atualização de contratos, revisão de preços e adequação dos procedimentos de faturamento.
1. Revise a emissão das notas fiscais de serviços, peças e reparos
O primeiro passo é verificar como a empresa registra e documenta cada tipo de operação.
É importante avaliar, com o contador, situações como:
Prestação de serviços de manutenção e reparo;
Venda de peças e componentes;
Substituição de peças durante um conserto;
Cobrança de deslocamento ou visita técnica;
Atendimentos realizados dentro ou fora do estabelecimento.
A documentação fiscal deve refletir corretamente a operação realizada, observando as regras aplicáveis a cada caso. A venda de uma peça, por exemplo, pode ter tratamento fiscal diferente da prestação de um serviço de reparo.
A empresa deve confirmar quais documentos fiscais utilizar, quais informações precisam ser preenchidas e quais adaptações serão necessárias para atender às novas exigências.
2. Confira os cadastros e as parametrizações com o contador
Cadastros desatualizados ou configurações incorretas podem gerar erros na emissão dos documentos fiscais e dificuldades na apuração dos tributos.
Antes de 2027, recomenda-se revisar:
CNAEs e atividades efetivamente exercidas;
Regime tributário da empresa;
Cadastro de produtos, peças e serviços;
Códigos fiscais e classificações utilizados nas operações;
Regras de tributação configuradas no sistema;
Informações cadastrais de clientes e fornecedores, quando pertinentes.
Essa conferência deve considerar a realidade de cada empresa. Não existe uma única configuração fiscal que sirva para todos os negócios de assistência técnica.
O contador é fundamental para avaliar o enquadramento tributário e orientar as adequações necessárias conforme a legislação vigente.
3. Verifique se o sistema de gestão está preparado
O sistema de emissão de notas fiscais e de gestão financeira precisa acompanhar as mudanças nos documentos eletrônicos e nas regras tributárias.
Por isso, o empresário deve entrar em contato com o fornecedor do software para confirmar a disponibilidade das atualizações relacionadas à Reforma Tributária.
Também é recomendável testar os procedimentos de emissão e conferir se as informações fiscais são transmitidas corretamente, conforme as exigências aplicáveis à empresa.
Uma atualização de sistema, por si só, não garante que todas as configurações estejam corretas. A validação deve envolver o fornecedor do programa e o profissional responsável pela contabilidade.
4. Entenda os impactos da substituição do PIS e da Cofins pela CBS
A chegada da CBS merece atenção porque a alteração do modelo tributário pode afetar a forma de apuração dos tributos e o tratamento fiscal das operações.
Entretanto, os impactos não serão necessariamente iguais para todas as empresas. O regime tributário, o tipo de atividade, a composição dos custos e as regras específicas aplicáveis a cada operação precisam ser considerados.
Empresas do Simples Nacional, por exemplo, devem receber orientação específica sobre as regras aplicáveis ao seu regime e as alternativas previstas na legislação. Não é adequado presumir que todas as empresas terão as mesmas obrigações ou que a mudança resultará automaticamente em aumento ou redução da carga tributária.
Por esse motivo, o empresário deve solicitar uma avaliação contábil que considere o seu enquadramento, o perfil dos clientes, as compras de peças e os serviços prestados.
5. Avalie custos, preços e contratos de prestação de serviços
A preparação tributária também envolve a análise financeira do negócio.
Com a orientação do contador, a empresa pode avaliar se as mudanças exigirão ajustes em suas planilhas de custos, na formação dos preços, nos contratos de manutenção e nos acordos comerciais com clientes e fornecedores.
Para quem trabalha com atendimento externo, contratos recorrentes ou fornecimento de peças junto com o serviço, essa revisão pode ajudar a identificar riscos e melhorar o planejamento financeiro.
O ideal é antecipar dúvidas e simular cenários, sem realizar alterações precipitadas de preços antes de compreender os efeitos efetivos das novas regras.
Checklist: o que organizar antes de 2027?
Para facilitar a preparação, confira as principais providências:
Agendar uma revisão tributária com o contador;
Conferir o regime tributário e os cadastros da empresa;
Revisar a emissão de notas fiscais de serviços, peças e reparos;
Confirmar as atualizações do sistema de gestão;
Verificar as classificações e parametrizações fiscais;
Entender as regras aplicáveis à CBS e ao IBS;
Avaliar possíveis impactos nos custos, nos preços e nos contratos;
Acompanhar os comunicados oficiais sobre prazos e obrigações.
O planejamento antecipado é uma ferramenta de gestão
A Reforma Tributária representa uma mudança importante para as empresas brasileiras, e sua implementação exige acompanhamento contínuo. Para as empresas de assistência técnica, organizar as rotinas fiscais ainda em 2026 é uma oportunidade de identificar necessidades de adaptação e iniciar 2027 com mais segurança.
A recomendação é não deixar as verificações para os últimos dias do ano. O diálogo entre empresário, contador e fornecedor do sistema de gestão será essencial para esclarecer dúvidas e adequar os processos às regras aplicáveis.
O SECAEESP orienta as empresas do setor a acompanhar as mudanças tributárias, buscar informações confiáveis e planejar as adaptações com antecedência. A preparação é uma medida importante para fortalecer a gestão, reduzir falhas operacionais e manter a empresa atenta às suas obrigações fiscais.
Antes de 2027, revise seus processos, converse com seu contador e prepare sua empresa para as próximas etapas da Reforma Tributária.
Dúvidas: juridico@secaeesp.com.br
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